Student
Maria Carolina Trindade da Encarnação is a young student from Fundão, a city in the heart of Beira Baixa, surrounded by nature. She is about to start the 10th grade in the Science and Technology track. Beyond her school studies, Maria Carolina loves reading and swimming for fun whenever she can. She also has a deep admiration for radio and broadcasting, and for the past four years has been actively involved in her school’s radio club, where she helps create and present weekly programmes. Her interest in politics and youth activism has led her to participate in initiatives that give young people a voice on topics such as sustainability, climate change, and education.
What does adapting to climate change mean to you?
From my perspective, adapting to climate change means creating and taking measures that help minimize its negative impacts on ecosystems, sectors, and affected populations. For this to happen, society needs to be made aware of this issue and its actions so that, together, we can develop strategies to combat everything associated with this climate shift.
What are the impacts of climate change on your daily life, and how do you imagine our society can address these problems?
I feel the impact of climate change more and more in my daily life. I notice it through the increasing frequency of extreme weather events, such as long droughts, heavy rains, and episodes of extreme heat. These events are especially noticeable in water availability and health, since the region where I live is mostly made up of an older and therefore more vulnerable population.
Our society can address these problems in several ways through a few steps. First, people need to be alerted to what’s happening on our planet. Although the effects of climate change are globally visible, many people still don’t recognise the causes of these phenomena or refuse to believe in them. Environmental awareness campaigns should be carried out for everyone, especially through youth education.
Then, the causes must be assessed, and measures and ideas projected to minimise the effects of climate change and understand how and where they should be applied. Only after that can we take actions that will directly or indirectly affect the causes of climate change. These measures can be individual or require collective effort. Examples include reducing greenhouse gas emissions by prioritizing sustainable energy sources, creating campaigns to protect forests and encourage reforestation, investing in sustainable agriculture, using technology to monitor results, among many others. And of course, time and consistency are needed for positive results to begin to appear.
How do you think we can involve more young people and local communities in finding solutions for climate change adaptation?
It’s urgent to create spaces for dialogue and debate to promote environmental education and allow traditions to be shared. Initiatives can be created to encourage discussion and the development of environmental policies tailored to young people’s realities and created by them.
Events can also be organised that bring together not only young people but also adults and the elderly community. In these intergenerational events, each generation could share its reality, discuss traditions, and explore new ideas.
Education would also play a very important role; investing more in environmental education in schools is a way to build stronger bridges between young people and the community initiatives mentioned earlier. This way, we would be giving a voice to the younger community and to locals, fostering greater connection and unity.
Finally, it’s important to remember that each of these projects should be adapted to the specific reality and region to be more effective and engaging.
Portuguese version
Maria Carolina Trindade da Encarnação é uma jovem estudante natural do Fundão, uma cidade no coração da Beira Baixa, rodeada pela natureza. Prestes a iniciar o 10.º ano no curso de Ciências e Tecnologias, Maria Carolina é apaixonada pela leitura, pela natação e pelo mundo da rádio. Há quatro anos participa ativamente no clube de rádio da sua escola, onde semanalmente contribui para a criação e apresentação de programas. Além disso, tem um forte interesse pela política e pelo ativismo juvenil, envolvendo-se em iniciativas que promovem a participação dos jovens em temas como sustentabilidade, alterações climáticas e educação.
O que significa para ti adaptar-se às alterações climáticas?
Na minha perspetiva, uma adaptação às alterações climáticas significa criar e tomar medidas que permitam minimizar os seus impactos negativos nos ecossistemas, nos setores e nas populações afetadas. Para tal acontecer, é necessário consciencializar a sociedade sobre este problema e sobre as suas ações para, num todo, podermos desenvolver estratégias para combater tudo aquilo que está associado a esta mudança climática.
Quais são os impactos das alterações climáticas no teu dia a dia e como imaginas que a nossa sociedade pode enfrentar estes problemas?
No meu dia a dia consigo sentir cada vez mais o impacto das alterações climáticas. Sinto-o com os crescentes fenómenos extremos que têm ocorrido com cada vez mais frequência, desde longos períodos de seca, de chuvas intensas e episódios de calor extremo. Estes acontecimentos fazem-se notar sobretudo na disponibilidade da água e na saúde, visto que a região onde vivo é constituída sobretudo por uma população mais idosa e consequentemente mais frágil.
A nossa sociedade pode enfrentar estes problemas de várias formas, recorrendo a algumas etapas. Em primeiro lugar, as populações têm de ser alertadas para o que está a ocorrer no nosso planeta, pois, apesar de os efeitos das alterações climáticas serem visíveis globalmente, uma grande parte das pessoas ainda não reconhece a causa destes fenómenos ou recusa-se a acreditar neles. Para tal, devem ser realizadas campanhas de consciencialização ambiental para todos, recorrendo sobretudo à educação dos nossos jovens.
Depois, têm de ser avaliadas as causas e projetadas medidas e ideias que possam minimizar os efeitos das alterações climáticas e perceber como e de que forma devem e podem ser aplicadas. Só depois disso é que se pode tomar as medidas que vão afetar indireta ou diretamente a causa das alterações climáticas. Medidas que podem ser individuais ou que necessitam de um esforço conjunto. Exemplos delas podem ser a redução das emissões de gases que potenciam o efeito de estufa, dando prioridade a fontes de energia sustentáveis, criar campanhas que protejam as florestas e incentivem a reflorestação, apostar na agricultura sustentável, utilizar a tecnologia para monitorizar os resultados, entre tantas outras. E claro que é necessário tempo e constância para os resultados positivos começarem a aparecer.
Como achas que podemos envolver mais jovens e comunidades locais na procura de soluções para a adaptação às alterações climáticas?
É urgente criar espaços de diálogo e de debate, de forma a promover a educação ambiental e também para permitir que a tradição seja conhecida por todos. Para tal, podem ser criadas iniciativas que permitam a discussão e a criação de políticas ambientais adaptadas à realidade dos jovens e criadas por estes.
Também podem ser desenvolvidos eventos que juntem não só a população mais jovem como também adultos e a comunidade idosa. Nesses eventos intergeracionais seria possível cada geração partilhar a sua realidade, abordando as tradições e explorando novas ideias.
A educação também teria um papel muito importante; apostar mais na educação ambiental no espaço escolar é uma forma de criar ainda mais pontes entre os jovens e as iniciativas referidas anteriormente que envolvem a comunidade. Desta forma, estaríamos a dar voz à comunidade mais jovem e também aos locais, permitindo uma maior confraternização e uma maior união.
Por fim, é importante relembrar que cada um desses projetos deve ser adaptado à realidade e à região abordada, de forma a ser mais eficiente e envolvente.